segunda-feira, 28 de abril de 2008
sexta-feira, 25 de abril de 2008
QUEIXA DAS ALMAS JOVENS CENSURADAS
Dão-nos um lírio e um canivete
E uma alma para ir à escola
Mais um letreiro que promete
Raízes, hastes e corola
Dão-nos um mapa imaginário
Que tem a forma de uma cidade
Mais um relógio e um calendário
Onde não vem a nossa idade
Dão-nos a honra de manequim
Para dar corda à nossa ausência.
Dão-nos um prémio de ser assim
Sem pecado e sem inocência
Dão-nos um barco e um chapéu
Para tirarmos o retrato
Dão-nos bilhetes para o céu
Levado à cena num teatro
Penteiam-nos os crânios ermos
Com as cabeleiras das avós
Para jamais nos parecermos
Connosco quando estamos sós
Dão-nos um bolo que é a história
Da nossa historia sem enredo
E não nos soa na memória
Outra palavra que o medo
Temos fantasmas tão educados
Que adormecemos no seu ombro
Somos vazios despovoados
De personagens de assombro
Dão-nos a capa do evangelho
E um pacote de tabaco
Dão-nos um pente e um espelho
Pra pentearmos um macaco
Dão-nos um cravo preso à cabeça
E uma cabeça presa à cintura
Para que o corpo não pareça
A forma da alma que o procura
Dão-nos um esquife feito de ferro
Com embutidos de diamante
Para organizar já o enterro
Do nosso corpo mais adiante
Dão-nos um nome e um jornal
Um avião e um violino
Mas não nos dão o animal
Que espeta os cornos no destino
Dão-nos marujos de papelão
Com carimbo no passaporte
Por isso a nossa dimensão
Não é a vida, nem é a morte
Natália Correia
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Jantar de curso
O próximo jantar de curso irá realizar-se no dia 30 de Abril por volta das 20h no restaurante "Boi Gordo".
Arqueologia Subaquática
«A arqueologia subaquática é uma disciplina que descreve, estuda e interpreta os vestígios das civilizações que se encontram em meio aquático. Abarca a totalidade da investigação arqueológica praticada debaixo de água ou em meios húmidos, quer sejam lagos, rios ou mar. A arqueologia subaquática utiliza a mesma metodologia da arqueologia terrestre, porém a adversidade do meio onde se encontram os vestígios arqueológicos obrigou a adaptação das suas técnicas às suas características e limitações.
George Bass vai nos anos 60 iniciar a aplicação de técnicas de arqueologia terrestre na escavação de naufrágios num naufrágio datado da Idade do Bronze (1200 a.C.), no Cabo de Gelidonia, Turquia, contemplando de igual modo os dados da carga do navio, bem como as técnicas de construção naval e de navegação.
O primeiro navio português a ser escavado foi o S. António de Tanna afundado em Mombaça em 1667 e que foi escavado de 1977 a 1980 entre 1977 e 1980 sob responsabilidade do National Museums of Kenya e o INA (Institute of Nautical Archaeology). Porém a arqueologia subaquática em território português só dá os primeiros passos na década de oitenta com as intervenções no local do naufrágio de S. Pedro de Alcântara, um navio espanhol naufragado a 2 de Fevereiro de 1786, junto à costa de Peniche. Esta intervenção iniciou-se em 1988 estando relacionada com as escavações terrestres que já decorriam desde 1985, no local onde foram enterrados muitos dos corpos dos náufragos do S. Pedro de Alcântara. Em 1995, pela ocasião da construção do metro na zona do Cais de Sodré, foi localizado o fundo de uma embarcação de grandes de dimensões no lodo desta zona ribeirinha. Esta descoberta originou uma intervenção arqueológica de emergência neste navio de características ibéricas dos finais de séc. XV, inícios de séc. XVI, para o registo de todo o casco e a sua remoção do local. Em 1996 inicia-se num dos canais da ria de Aveiro a escavação subaquática de uma embarcação no local conhecido pelo “monte dos cacos”. O sítio arqueológico foi denominado como Ria de Aveiro A, datando da 2º metade de séc. XV. Em Junho de 1996 durante os trabalhos de abertura de condutas para ventilação do metro de Lisboa, na zona da Praça do Município, é localizado o cadaste de uma embarcação denominada de Corpo Santo, descoberta feita a poucos metros do navio Cais do Sodré. Em 1997 inicia-se a intervenção arqueológica subaquática na barra do Tejo, em frente ao forte de S. Julião da Barra, sobre a nau - Nossa Senhora dos Mártires, naufragada em 1606. O espólio desta intervenção veio a integrar a exposição do Pavilhão de Portugal na Expo’98, em Lisboa. Uma das peculiaridades deste sítio arqueológico foi a preservação durante 400 anos de uma parte da carga no local do naufrágio, muitos grãos de pimenta, que foram recolhidos em de toda a área de dispersão dos vestígios da Nossa Senhora dos Mártires. Ao mesmo tempo 1997 nos Açores, na Baia de Angra do Heroísmo, são descobertos dois navios durante os trabalhos de prospecção devido à construção de uma marina. Os navios, Angra C e Angra D repousavam precisamente no alinhamento do futuro molhe de protecção da marina, numa baía onde estão registados mais de oitenta naufrágios desde o séc. XV. Angra C e Angra D foram escavados em 1998, vindo a revelarem ser dois importantes exemplares de construção naval dos finais de séc. XVI, inícios de XVII. Estes navios, à semelhança do que foi feito no Canadá, foram desmantelados e depositados no fundo do mar, fora da zona de impacte da marina e em local seguro e acessível para a continuidade dos estudos. Na baía de Angra do Heroísmo para além de Angra C e Angra D estão referenciados mais cinco outros naufrágios e um importante núcleo de âncoras. Em 1998, em Quarteira, foi concretizado um projecto de estudo sobre a ocupação do litoral algarvio na época romana. Este estudo, baseado nos dados geológicos que apontam para o recuo da linha de costa de à 2000 anos até hoje, levaram à primeira campanha arqueológica subaquática do género em Portugal. Tratou-se de um projecto de localização de estruturas romanas submersas ao largo de Quarteira, que foram detectadas a 700 metros da orla marítima, a 8-10metros de profundidade, confirmando assim o que já se suspeitava, revelando também um riquíssimo potencial de informação das áreas costeiras submersas.» (http://www.instituto-camoes.pt/cvc/navegaport/c00.html)
George Bass vai nos anos 60 iniciar a aplicação de técnicas de arqueologia terrestre na escavação de naufrágios num naufrágio datado da Idade do Bronze (1200 a.C.), no Cabo de Gelidonia, Turquia, contemplando de igual modo os dados da carga do navio, bem como as técnicas de construção naval e de navegação.
O primeiro navio português a ser escavado foi o S. António de Tanna afundado em Mombaça em 1667 e que foi escavado de 1977 a 1980 entre 1977 e 1980 sob responsabilidade do National Museums of Kenya e o INA (Institute of Nautical Archaeology). Porém a arqueologia subaquática em território português só dá os primeiros passos na década de oitenta com as intervenções no local do naufrágio de S. Pedro de Alcântara, um navio espanhol naufragado a 2 de Fevereiro de 1786, junto à costa de Peniche. Esta intervenção iniciou-se em 1988 estando relacionada com as escavações terrestres que já decorriam desde 1985, no local onde foram enterrados muitos dos corpos dos náufragos do S. Pedro de Alcântara. Em 1995, pela ocasião da construção do metro na zona do Cais de Sodré, foi localizado o fundo de uma embarcação de grandes de dimensões no lodo desta zona ribeirinha. Esta descoberta originou uma intervenção arqueológica de emergência neste navio de características ibéricas dos finais de séc. XV, inícios de séc. XVI, para o registo de todo o casco e a sua remoção do local. Em 1996 inicia-se num dos canais da ria de Aveiro a escavação subaquática de uma embarcação no local conhecido pelo “monte dos cacos”. O sítio arqueológico foi denominado como Ria de Aveiro A, datando da 2º metade de séc. XV. Em Junho de 1996 durante os trabalhos de abertura de condutas para ventilação do metro de Lisboa, na zona da Praça do Município, é localizado o cadaste de uma embarcação denominada de Corpo Santo, descoberta feita a poucos metros do navio Cais do Sodré. Em 1997 inicia-se a intervenção arqueológica subaquática na barra do Tejo, em frente ao forte de S. Julião da Barra, sobre a nau - Nossa Senhora dos Mártires, naufragada em 1606. O espólio desta intervenção veio a integrar a exposição do Pavilhão de Portugal na Expo’98, em Lisboa. Uma das peculiaridades deste sítio arqueológico foi a preservação durante 400 anos de uma parte da carga no local do naufrágio, muitos grãos de pimenta, que foram recolhidos em de toda a área de dispersão dos vestígios da Nossa Senhora dos Mártires. Ao mesmo tempo 1997 nos Açores, na Baia de Angra do Heroísmo, são descobertos dois navios durante os trabalhos de prospecção devido à construção de uma marina. Os navios, Angra C e Angra D repousavam precisamente no alinhamento do futuro molhe de protecção da marina, numa baía onde estão registados mais de oitenta naufrágios desde o séc. XV. Angra C e Angra D foram escavados em 1998, vindo a revelarem ser dois importantes exemplares de construção naval dos finais de séc. XVI, inícios de XVII. Estes navios, à semelhança do que foi feito no Canadá, foram desmantelados e depositados no fundo do mar, fora da zona de impacte da marina e em local seguro e acessível para a continuidade dos estudos. Na baía de Angra do Heroísmo para além de Angra C e Angra D estão referenciados mais cinco outros naufrágios e um importante núcleo de âncoras. Em 1998, em Quarteira, foi concretizado um projecto de estudo sobre a ocupação do litoral algarvio na época romana. Este estudo, baseado nos dados geológicos que apontam para o recuo da linha de costa de à 2000 anos até hoje, levaram à primeira campanha arqueológica subaquática do género em Portugal. Tratou-se de um projecto de localização de estruturas romanas submersas ao largo de Quarteira, que foram detectadas a 700 metros da orla marítima, a 8-10metros de profundidade, confirmando assim o que já se suspeitava, revelando também um riquíssimo potencial de informação das áreas costeiras submersas.» (http://www.instituto-camoes.pt/cvc/navegaport/c00.html)
quarta-feira, 23 de abril de 2008
domingo, 20 de abril de 2008
sábado, 19 de abril de 2008
Definição de Arqueologia
Oi oi proto-arqueólogos!
Para todos aqueles que ainda não saibam e gostariam de saber, o significado de arqueologia, estão tramados (lolol), pois só quem a pratica poderá, talvez um dia, vir a descobrir este grande mistério...
No entanto, no que diz respeito à sua definição:
«A arqueologia é a ciência que, utilizando processos como colecta e escavação, estuda os costumes e culturas dos povos antigos através do material (fósseis, artefactos, monumentos, etc.), que restou da vida desses povos».
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